LERRÁ IMÓVEIS

Mercado imobiliário brasileiro bate recordes apesar dos juros altos

Por que o mercado imobiliário brasileiro está desafiando as expectativas?

Enquanto muitos esperavam uma desaceleração, o mercado imobiliário no Brasil surpreendeu e está batendo recordes. Recentemente, a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou resultados impressionantes para o primeiro semestre do ano.

O Crescimento Surpreendente

O que os números mostram é um cenário de forte expansão. Houve um crescimento de quase 10% nas vendas de imóveis e cerca de 7% nos lançamentos. O total de vendas no semestre superou a marca de 200 mil imóveis, e os lançamentos se aproximaram desse número.

Quando analisamos os últimos 12 meses, os números são ainda mais impressionantes: mais de 400 mil imóveis foram vendidos, o que é o dobro do volume registrado em 2020. Esse crescimento substancial no mercado imobiliário brasileiro se destaca por um motivo principal: ele aconteceu apesar da alta da taxa Selic.

Juros Altos e a Força do Setor

Normalmente, um aumento forte na taxa Selic, como vimos de 2% para 15% ao ano, tende a gerar uma retração na oferta de crédito, especialmente o imobiliário, o que segura as vendas. No entanto, não foi isso que aconteceu.

Esse comportamento atípico nos faz questionar o que pode vir a seguir, principalmente com a expectativa de queda da taxa de juros no final deste ano e no início do próximo.

Perspectivas para o Futuro

A queda dos juros, que deve acontecer nos próximos meses, provavelmente levará a uma expansão ainda maior do crédito. A consequência natural disso é o aumento da busca por imóveis. O mais interessante é que o estoque de imóveis à venda, em relação ao total de vendas, já está historicamente baixo, cerca de 8 meses.

Essa combinação de um mercado aquecido com estoques reduzidos indica um cenário de valorização. Historicamente, quando a demanda por imóveis aumenta e a oferta disponível não acompanha, os preços tendem a subir.

Fica a dica: O mercado imobiliário brasileiro está forte e aquecido, o que deve continuar neste segundo semestre e, principalmente, no ano que vem.

Por Ricardo Amorim.

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